Chegados ao final da UC Avaliação em Contextos de eLearning, é o momento de refletir sobre o percurso realizado.
Antes de mais, importa reforçar a relevância dos conteúdos desta UC no contexto do MPeL, mas de forma muito significativa para o desempenho profissional como docente. A bibliografia recomendada, as tarefas propostas, a reflexão, a forma como a avaliação foi feita são fatores que contribuíram muito para a nova visão da implementação da avaliação. A legislação dos ensinos básicos e secundário preconiza esta "nova cultura de avaliação" no entanto há falta de referências e muitas resistência À mudança, nem sempre por oposição, mas pela insegurança e pela falta de apoio e orientação na adoção de uma nova estratégia de avaliação. Não que agora me sinta uma "expert" em avaliação, pelo contrário, durante a realização do último trabalho muitas dúvidas sugiram sobre as grelhas produzidas, o que demostra a necessidade de reflexão e de partilha para prosseguir para a implementação, certamente seguida de nova reflexão e de algumas reformulações.
De referir a complementaridade desta UC com a de Ambientes Virtuais de Aprendizagem e vice-versa. Foram 2 UC que pelo facto de decorrerem em simultâneo, nos permitiram como mestrandos utilizar conhecimentos de ambas, nas tarefas de trabalho propostas também das 2 UC.
A estruturação da UC e respetivos conteúdos também demonstra intencionalidade, por forma a que gradualmente o leque de conceitos se vá alargando, bem como as tarefas mais dirigidas para as mais autónomas e de implementação de aprendizagens. A própria tipologia de trabalho individual ou de grupo seguida da apreciação pelos pares, foi muito relevante fornecendo feedback e focando eventuais pontos de melhoria. Com efeito, no primeiro fórum não conseguimos ter uma visão analítica do conteúdo dos infográficos, pois até então nunca tínhamos assumido a função de "avaliadores", de "amigos críticos", o que também aponta para a pouca prática de um dos elementos muito importantes para a melhoria da aprendizagem: o feedback qualitativo.
Apesar da maioria das tarefas terem sido realizadas em grupo, todas implicaram um trabalho individual prévio e quanto melhor fosse esse trabalho de leitura e análise dos recursos indicados, ou de outros, melhores seriam as contribuições para o trabalho a realizar em grupo e também para as contribuições nos fóruns de discussão. Toda a UC se revelou uma forma de implementação do modelo PrAct e nos obrigou a trabalhar no sentido de delinear tarefas e estratégias de avaliação assentes nesses pressupostos, o que simultaneamente nos levou a refletir sobre a forma de transposição dos conhecimentos teóricos para a prática, trabalhar de forma colaborativa, mas nos deu muito conhecimento para implementar, replicar e disseminar no contexto profissional sobre avaliação, partilha de responsabilidades, trabalho em rede, autoavaliação, avaliação pelos pares, avaliação digital , "feedback", em suma a passagem de um modelo psicométrico assente na avaliação da aprendizagem, para o modelo edumétrico centrado na avaliação para a aprendizagem.
Esta UC levou-nos a perceber o papel do professor como "Instrutor de resultados" (Wagner, s/d) para que os seus alunos alcancem melhores resultados.
Terminaria com um citação:
"O que é importante salientar na questão da avaliação é que todas
as tarefas propostas aos estudantes encerrem em si valor formativo e que,
dependendo do desenho da avaliação, possam ser usadas apenas com
intuito formativo, ser utilizadas com vista à avaliação sumativa ou preenchendo
ambas as funções (Pereira, et al., 2015). No digital os princípios fundamentais
da avaliação permanecem, o que muda, para além dos formatos, é o
paradigma do online e sua influência direta no direcionamento pedagógico
para a elaboração de atividades, exercícios e tarefas que possam ser
diversificadas integrando formatos como, por exemplo: a participação em
fóruns; a elaboração de um produto pelo estudante; a utilização de um
aplicativo, software ou outra ferramenta da web 2.0, 3.0; a estruturação de
um mapa conceptual; a realização de debate/discussão; entre outros".
(Moreira et al, 2020, p. 60)
Bibliografia
Moreira, J. A.; et al. (2020). Educação digital em rede: princípios para o design pedagógico em tempos de pandemia. Lisboa: Universidade Aberta. (eUAb. Educação a Distância e eLearning; 10). https://doi.org/10.34627/rfg0-ps07
Pereira, A., Oliveira, I., Tinoca, L., Pinto, M. C., & Amante, L. (2015). Desafios da avaliação digital no Ensino Superior. Lisboa: Universidade Aberta. Disponível em: https://repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2/5774/1/2%C2%BAebookLEaD.pdf
Wagner, T. (s/d) in Reinventar a educação para enfrentar o futuro | Vodafone Future, disponível em https://www.youtube.com/watch?v=LCPnPvOJ6o8&t=21s
Este e-portefólio culminará neste link.



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