No dia 28 de junho assisti à conferência da Prof.ª Edméa Santos, docente do MPeL, intitulada:
Pesquisa -formação na pós-graduação em tempo de pandemia: experiências de produção e análise de dados.
Esta sessão, apresentada pela investigadora Edméa Santos, insere-se no ciclo de conferências LE@D Talks “Research in Digital Times – Investigar na era digital”, apoiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT).
A Professora Edméa Santos colabora no MPEL - Mestrado em Pedagogia do e-Learning, sendo as suas áreas de .atuação: "Educação e Cibercultura, Pesquisa e Práticas Pedagógicas, Formação de Professores, Didática, Currículos: teorias, práticas e políticas, Informática na Educação, Educação Online, EAD.
Fonte: http://www.edmeasantos.pro.br
Nos anos 2022 e 2021 publicou 25 artigos relacionados com as temáticas da Educação, Cibercultura, Formação de Professores e Educação Online. É autora, coautora e organizadora de muitos livros.
Nesta conferência, a Professora Edméa focou vários aspetos relevantes, nomeadamente o facto da pesquisa ser parte integrante da docência. Assim sendo, apresentou o conceito de pesquisa-formação, salientando que no atual enquadramento cibercultural as pesquisas assentam também neste caráter cibercultural, e não apenas em pesquisas mediadas pela tecnologia, pelo digital assentes na cultura de massas, com o objetivo de produzir conteúdo e distribuir em grandes massas. Por oposição, uma cultura cibercultural exige interação.
Seguidamente teceu algumas considerações sobre "o currículo na cibercultura", reforçando que a pedagogia não se pode circunscrever nos aspetos curriculares, é preciso ser cibercultural e em rede, com práticas transformadoras.
Apresentou também um conceito muito claro sobre os objetivos e finalidades da investigação, sendo que o seu desígnio será o de produção e não apenas o de recolha de informação, pois a investigação deve decorrer de uma inquietação didática sentida pelos professores. A investigação em cibercultura deve ir ao encontro dessas necessidades, desses dilemas, devendo assentar em grupos de pesquisa, comunidades científicas em constante colaboração e interação.
Uma conferência muito agradável, mas sobretudo muito clarificadora quanto aos propósitos de uma investigação e à flexibilidade do investigador para seguir as novas pistas que surgem no decurso da mesma, em vez de se circunscrever ao plano delineado.


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