Competências a desenvolver:
- Perspetivar a especificidade da avaliação
pedagógica em contextos de elearning.
- Analisar modelos teóricos de avaliação em Elearning.
Descrição da Atividade:
Leitura e análise dos textos
indicados;
Pesquisa por cada um dos grupos de um
outro texto académico relevante sobre a temática da avaliação em contextos de
elearning;
Elaboração de uma apresentação
sintetizando as especificidades da avaliação em contextos de Elearning
Recursos:
Texto 1
Pereira, A., Oliveira, I, Tinoca, L., Pinto, M. C., Amante, L. (2015). Avaliação alternativa digital: conceito e caracterização em contextos digitais. In Desafios da avaliação digital no Ensino Superior. Lisboa: Universidade Aberta (6-34)
Texto 2
Porto Stella, C. (2005)– “A Avaliação da Aprendizagem
no Ambiente online” In R. V. Silva e A. V. Silva (eds.) Educação, Aprendizagem
e Tecnologia. Edições sílabo, Lisboa.
Outros textos
Mateo,
J. Sangrá, A, (2007)- "Designing online learning assessment through alternative approaches facing the
concerns, in European Journal of Open, Distance, and Elearning.
McLoughlin; C. & Luca, J. (2001) - "Quality in Online Delivery: What
does it mean for assessment in E-Learning Environments?" The ASCILITE
conference proceedings.
O Grupo de trabalho debruçou-se sobre os seguintes textos:
- Pereira, A., Oliveira, I., Tinoca, L., Pinto, M. C., Amante, L. (2015). Avaliação alternativa digital: conceito e caracterização em contextos digitais. In Desafios da avaliação digital no Ensino Superior. Lisboa: Universidade Aberta (6-34) - http://hdl.handle.net/10400.2/5774 http://hdl.handle.net/10400.2/5774
- Porto Stella, C. (2005). A Avaliação da Aprendizagem no Ambiente online. In R. V. Silva e A. V. Silva (eds.) Educação, Aprendizagem e Tecnologia. Edições Sílabo, Lisboa.
- Moreira, J. A. et alii (2020). Práticas de Avaliação Digital. In Educação Digital em Rede: Princípios para o Design Pedagógico em Tempos de Pandemia (capítulo 5, 57-75). Universidade Aberta: Lisboa. Doi: 10.34627/rfg0-ps07
Apresentação
A apresentação poderá ser consultada AQUI.
REFLEXÃO
Esta tarefa foi realizada em grupo, sendo que o grupo era constituído por 4 mestrandos. Iniciámos este desafio pela leitura dos textos propostos e seleção de um terceiro texto, articulámos via e-mail. Após a seleção dos textos trabalhámos em documentos partilhados, quer no word, quer no genially. Este trabalho assíncrono e colaborativo, resultou, no entanto, exigiu uma constante leitura das novas propostas e das alterações sugeridas, seguida da respetiva decisão pelo grupo, antes de darmos continuidade ao trabalho, no sentido de não nos estarmos a debruçar sobre aspetos já trabalhados. Esta forma de organização levou-nos a estruturar a apresentação por texto/autor e não através de uma análise dos paralelismos existentes entre os artigos.
Não obstante, a opção tomada, a realização desta tarefa permitiu-nos constatar quão central é a questão da avaliação, refletir sobre a presença das tecnologias no ensino, constatar que o paradigma psicométrico é ainda predominante no sistema de ensino, contactar com os princípios e características de novas estratégias de avaliação que estão em consonância com a atual sociedade do conhecimento e da informação.
O conceito de edumetria está bem clarificado nos artigos analisados, havendo informação clara quanto à sua adequabilidade no contexto educacional atual, no qual a tecnologia oferece condições para que o digital contribua para a avaliação e torne as tarefas de avaliação tradicionais muito menos morosas e mais transparentes.
Um primeiro passo para a implementação desta nova cultura de avaliação implicará o abandono dos currículos pensados em conteúdos para assentarem no desenvolvimento de competências. Quanto a este requisito, ao nível dos ensinos básicos e secundários, desde 2001(1) que as orientações emanadas pelo ME apontam para a relevância das competências, de igual modo a publicação em 2017 do PASEO(2 )aponta para a escola enquanto ambiente propício à aprendizagem e ao desenvolvimento de competências.
A realização desta
tarefa e o trabalho sobre estes artigos permitiu constatar que, com efeito, é
possível alterar o modo como a avaliação tende a ser realizada, sobretudo em
contexto presencial, mas que também ao nível do e-learning é possível
implementar várias estratégias de avaliação digital, que, em ambos os contextos,
permitam:
- que a avaliação seja
enquadrada nas atividades de aprendizagem e não uma tarefas suplementar e
especificamente destinada para quantificar as aprendizagens;
- que a avaliação deve
ser um processo contínuo, sendo que contínuo não significa recolha de dados
quantitativos e/ou qualitativos em diferentes momentos, mas antes um
acompanhamento do trabalho enquanto o mesmo é realizado com feedback e reflexão
continuada sobre o trabalho produzido e o caminho a seguir;
- que aluno, pares e professores tenham um papel ativo na avaliação para a aprendizagem e não apenas na avaliação da aprendizagem.
Quer o modelo PrACT
(Pereira et al., 2015), quer o ADDIE (Porto, 2005) reforçam a importância do
feedback atempado e contínuo para que este tenha impacto na aprendizagem dos
alunos. Apontam igualmente para que os alunos conheçam os objetivos e
resultados esperados, os níveis de desempenho esperados e as ponderações da
avaliação. A avaliação constrói-se ao longo do processo de aprendizagem em vez
de se formalizar no final. Além disso, é importante diversificar as estratégias
e instrumentos de avaliação, quer para desenvolver diferentes competências,
quer para ir ao encontro das especificidades de cada aluno.
Por muitas palavras que
procure, considero que esta definição do que se pretende com esta nova cultura
de avaliação é bastante clara:
“Avaliação alternativa - Caracteriza-se pela existência de atividades a realizar pelo estudante, no decurso das quais este tem de manifestar um desempenho num contexto bem definido, tendo em conta conhecimentos adquiridos, destrezas pessoais entretanto desenvolvidas, a que se associam atitudes, insights e crenças sobre como responder às situações propostas. Pode consistir na elaboração de uma resposta, de uma proposta para responder a um problema complexo, na construção de um produto, ou um artefacto, ou na simulação de como atuar num caso particular. Ao invés de selecionar uma de entre várias respostas, como num teste de escolha múltipla, ou ajuizar sobre o valor de verdade de umas quantas afirmações, o estudante tem de realizar uma atividade, seja esta real ou simulada”(3).
Voltando ao trabalho de grupo, optámos por uma apresentação digital, mais apelativa e capaz de captar a atenção, com a possibilidade de ser ouvida com ou sem música, com a estruturação das ideias que o grupo considerou pertinente realçar, podendo o conteúdo também ser consultado em formato texto.
A partilha dos
trabalhos pelos grupos é sempre uma mais-valia; contactar com outras visões,
enriquece-nos, faz-nos refletir e rever alguns aspetos que não foram tão bem
conseguidos por nós. A autoavaliação e avaliação pelos pares num trabalho de
grupo parece-me de extrema importância até para que todos tenham consciência
que o trabalho de cada um se reflete no processo de aprendizagem de todos.
(1)Currículo Nacional do Ensino Básico - Competências Essenciais - http://cefopna.edu.pt/portal/images/documentos/Curriculo_Nacional_EB.pdf
(2)PASEO - Perfil dos Alunos à Saída da
Escolaridade Obrigatória, homologado pelo Despacho n.º 6478/2017, 26 de julho. https://dge.mec.pt/sites/default/files/Curriculo/Projeto_Autonomia_e_Flexibilidade/perfil_dos_alunos.pdf
(3) in Avaliação digital de
competências, Site dedicado à investigação e partilha de conhecimento sobre a
avaliação digital de competências - https://assesssite.wordpress.com/panorama/



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