Tema 3
Instrumentos de Avaliação Pedagógica em Contextos de
Elearning
Competências a desenvolver:
- Analisar e caraterizar instrumentos/estratégias de avaliação
alternativos em contextos de elearning.
Descrição da Atividade:
Constituição de grupos;
Pesquisa de um caso
real de avaliação alternativa com recurso a ferramentas digitais;
Seleção dos textos a
trabalhar, em função do caso de avaliação a apresentar e do
instrumento/estratégia de avaliação considerada;
Apresentação de um
artefacto digital (PPT, Prezi, SlideShare, vídeo etc.) sobre o caso analisado,
com base nos textos disponibilizados ou outros pesquisados pelo grupo;
Debate no Fórum A3 dos
trabalhos apresentados pelos diferentes grupos.
Recursos:
·
Uchôa,
Kátia C., Uchôa, Joaquim Quinteiro (2012). Uma Análise sobre Avaliação
Colaborativa em Fóruns
de Discussão.
CINTED--‐UFRGS. Novas Tecnologias na Educação. V.10Nº 3, dezembro.
O Grupo de trabalho debruçou-se sobre
os seguintes artigos:
ARTIGO 1
Souza, N. A.; Boruchovitch, E. (2010) "Mapas
conceptuais e avaliação formativa: tecendo aproximações" In Educação e
Pesquisa, São Paulo, v. 36, n.3, p. 795-810, set./dez. 2010
ARTIGO 2
Souza, L. B., Freire, A. S.; Ribeiro, F.C.G. (2010)
"Mapas conceituais na Educação a Distância: uma análise sob a ótica da
Complexidade" In Anais Eletrônicos 3° Simpósio Hipertexto e Tecnologias na
Educação: redes sociais e aprendizagem. UFP. Disponível em: https://silo.tips/download/mapas-conceituais-na-educaao-a-distancia-uma-analise-sob-a-otica-da-complexidade [acedido
7 de maio 2022]
ARTIGO 3
Moreira, J. A. et alii (2020). Práticas de
Avaliação Digital. In Educação Digital em Rede: Princípios para o Design
Pedagógico em Tempos de Pandemia (capítulo 5, 57-75). Universidade Aberta:
Lisboa. Doi: 10.34627/rfg0-ps07
ARTIGO 4
Pateira, Pedro (2016). O ensino de geografia através
da técnica de mapeamento conceitual. The Overarching Issues of
the European Space: Rethinking Socioeconomic and Environmental Problems…Porto:
FLUP, pp. 382-398. Disponível em: https://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/15463.pdf [acedido
7 de maio 2022]
Pela seleção dos artigos, facilmente
se concluiu que o grupo trabalhou:
Os Mapas Conceituais como avaliação alternativa
com recurso a ferramentas digitais
Esta tarefa numa
primeira fase implicou a leitura dos recursos recomendados, seguida da pesquisa
de um caso real de avaliação alternativa com recurso a ferramentas digitais. Inicialmente,
o grupo inclinava-se para a escolha do e-portefólio, mas após a seleção de
alguns artigos sobre os mapas conceituais, a opção sobre este recurso foi unânime.
A constituição do grupo
era a mesma do anterior, pelo que já conhecíamos as características de cada um
(formas de trabalho, disponibilidade, estilo de escrita, formas de organização
da informação, competências digitais, …). Tal como no tema 2 iniciámos esta
nova etapa pela elaboração de um documento teórico partilhado, no word, que deu
origem a um primeiro mapa conceitual manual e partilhado com o grupo. Seguiu-se
a pesquisa da ferramenta que melhor se adaptaria ao que pretendíamos fazer e às
nossas competências no domínio da mesma, quer no genially. Este trabalho
assíncrono e colaborativo, resultou, no entanto. A ferramenta escolhida foi o Coogle,
a qual também permitia a edição e visualização partilhada por todos os
elementos do grupo. Seguiu-se a realização de vários mapas conceituais que
espelhassem a informação vertida no documento de texto. A etapa seguinte,
prendeu-se com a escolha do software/plataforma para apresentação de do
trabalho realizado. Assim, elaboramos slides com a informação pretendida e
respetivos mapas, os quais foram posteriormente transpostos para o formato de
apresentação – Doodly. Com o “deadline” a aproximar-se tivemos alguns
obstáculos, mas lá conseguimos concluir este desafio, no entanto sentimos
necessidade de clarificar os colegas e as professoras de que:
- tendo em conta a
tarefa, fizemos um grande esforço no sentido de não alongar a apresentação, nem
incluir demasiado texto, o que não foi fácil;
- o conceito de Mapa
Conceitual surge em diferentes documentos com grafias diferentes; optámos pela
grafia do autor do caso prático;
- o vídeo pode ser
visualizado com ou sem narração;
- pelo facto de a voz
ser sintetizada, o que se reflete na leitura de algumas palavras.
Este desafio foi mais
exigente, mas mais gratificante, talvez pelo facto do exemplo escolhido ser
muito prático e exemplificar de forma detalhada e pormenorizada a utilização dos
mapas conceituais no estudo em concreto.
Como professora de
Educação Especial tento oferecer múltiplas representações da informação aos
alunos, constatando que, nas diferentes disciplinas, temos que estruturar a
realização das tarefas em pequenas etapas, para facilitar a compreensão, sendo
que se no fim e/ou durante de cada uma delas fizermos um pequeno registo dos
aspetos essências, não em formato texto, mas antes em formato tópicos/esquema/lista.
Estes registos revelam-se uma mais-valia para a continuação da tarefa, para o
estudo autónomo, mas também para a realização de outras tarefas. Foi, por isso,
enriquecedor alargar o conhecimento sobre as potencialidades e formas de
utilização dos mapas conceituais, como referem Moreira e Buchweitz (1993, apud
Moreira s/d) em diversas situações e com diferentes finalidades, nomeadamente
enquanto:
- instrumentos de análise do currículo;
- técnica didática;
- recurso de aprendizagem;
- meio de avaliação.
A apresentação digital,
apesar de um pouco extensa, apresenta a estruturação das ideias que o grupo
considerou pertinente realçar, podendo o conteúdo também ser consultado em
formato texto.
A partilha dos
trabalhos pelos grupos e respetivos comentários, desta vez permitiram a aquisição
de novos conhecimentos e contacto com outras duas experiências: o uso de
portefólio no processo de RVCC e no primeiro ciclo. Foi interessante contactar
com a implementação deste instrumento enquanto recurso de avaliação nestes dois
contextos, o que demonstra a versatilidade do mesmo.
Constatei também que há
propósitos comuns entre os dois instrumentos: e-portefólio e mapas conceituais,
nomeadamente:
- o facto de ambos
necessariamente conduzirem à reflexão e a processos metacognitivos, para
realizarem as aprendizagens e demonstrarem que foram efetivamente realizadas;
- o que implica a noção
de que a aprendizagem não se constrói partindo de conhecimentos isolados e
estanques, mas antes do relacionamento entre conhecimentos, num processo
constante de construção e interação;
- o percurso de
aprendizagem exige um papel ativo e central por parte do aluno, mas também
deverá ser colaborativo e com o acompanhamento do docente, que ganha um movo
papel (e muito exigente) de acompanhamento e eventual redirecionamento do
percurso de aprendizagem;
- o (eventual)
redirecionamento sugerido/indicado pelo professor do percurso de construção do
conhecimento por parte do aluno, insere-se numa perspetiva da avaliação
formativa, como uma ferramenta que fornece informação concreta e atual ao aluno
sobre o seu desempenho e lhe permite também refletir sobre as suas necessidades
e tornar mais claro o percurso a realizar (autorregulação);
- um aspeto muito
importante é que ambos os instrumentos - portefólios e mapas conceituais -
exigem um período de adaptação ao instrumento, de clarificação de aspetos
estruturais e a nível de organização do conhecimento e de apropriação da forma
de utilização dos mesmos.
Passando para o tema seguinte:
Tema 4: Desenho da Avaliação Pedagógica em Elearning, o e-portefólio continua neste link




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