Tema 3: Instrumentos de Avaliação Pedagógica em Contextos de Elearning

 


Tema 3

Instrumentos de Avaliação Pedagógica em Contextos de Elearning

 

Competências a desenvolver:

  • Analisar e caraterizar instrumentos/estratégias de avaliação alternativos em contextos de elearning.

 

Descrição da Atividade:

Constituição de grupos;

Pesquisa de um caso real de avaliação alternativa com recurso a ferramentas digitais;

Seleção dos textos a trabalhar, em função do caso de avaliação a apresentar e do instrumento/estratégia de avaliação considerada;

Apresentação de um artefacto digital (PPT, Prezi, SlideShare, vídeo etc.) sobre o caso analisado, com base nos textos disponibilizados ou outros pesquisados pelo grupo;

Debate no Fórum A3 dos trabalhos apresentados pelos diferentes grupos.

 

Recursos:

·       Amante, L. (2011) A Avaliação das Aprendizagens em Contexto Online: O e-portefólio como Instrumento Alternativo ". In Paulo Dias & António Osório (Orgs.) Aprendizagem (In)Formal na Web Social. Centro de competência da Universidade do Minho, Braga

·       Cruz, C., Araújo, I., Pereira, l. & Martins, M. L. (2010). Uma Abordagem da Avaliação online no Ensino Superior: e-portfolios em Redes Sociais. EDUSER revista de Educação2(2), 3-27. 

·       Uchôa, Kátia C., Uchôa, Joaquim Quinteiro (2012). Uma Análise sobre Avaliação Colaborativa em Fóruns de Discussão. CINTED--‐UFRGS. Novas Tecnologias na Educação. V.10Nº 3, dezembro.

·       Vonderwell, Selma; Liang, Xin; Alderman, Kay (2007). Asynchronous DIscussions and assessment in Online Learning. Journal of Research on Technology in education; Spring 2007; 39, 3; Proquest Education Journals, p 309. 

 

 

·       Souza, N. A.; Boruchovitch, E. (2010) "Mapas conceituais e avaliação formativa: tecendo aproximações" In Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 36, n.3, p. 795-810, set./dez. 2010

·       Freire, A. S.; Ribeiro, F.C.G.; Souza, L. B. (2010) "Mapas conceituais na Educação a Distância: uma análise sob a ótica da Complexidade" In Anais Eletrônicos 3° Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação: redes sociais e aprendizagem. UFP.

 

O Grupo de trabalho debruçou-se sobre os seguintes artigos:

 

ARTIGO 1

Souza, N. A.; Boruchovitch, E. (2010) "Mapas conceptuais e avaliação formativa: tecendo aproximações" In Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 36, n.3, p. 795-810, set./dez. 2010

 

ARTIGO 2

Souza, L. B., Freire, A. S.; Ribeiro, F.C.G. (2010) "Mapas conceituais na Educação a Distância: uma análise sob a ótica da Complexidade" In Anais Eletrônicos 3° Simpósio Hipertexto e Tecnologias na Educação: redes sociais e aprendizagem. UFP. Disponível em: https://silo.tips/download/mapas-conceituais-na-educaao-a-distancia-uma-analise-sob-a-otica-da-complexidade [acedido 7 de maio 2022]

 

ARTIGO 3

Moreira, J. A. et alii (2020). Práticas de Avaliação Digital. In Educação Digital em Rede: Princípios para o Design Pedagógico em Tempos de Pandemia (capítulo 5, 57-75). Universidade Aberta: Lisboa. Doi: 10.34627/rfg0-ps07

 

ARTIGO 4

Pateira, Pedro (2016). O ensino de geografia através da técnica de mapeamento conceitual. The Overarching Issues of the European Space: Rethinking Socioeconomic and Environmental Problems…Porto: FLUP, pp. 382-398. Disponível em: https://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/15463.pdf [acedido 7 de maio 2022]

 

 

Pela seleção dos artigos, facilmente se concluiu que o grupo trabalhou:

Os Mapas Conceituais como avaliação alternativa

com recurso a ferramentas digitais

 

Esta tarefa numa primeira fase implicou a leitura dos recursos recomendados, seguida da pesquisa de um caso real de avaliação alternativa com recurso a ferramentas digitais. Inicialmente, o grupo inclinava-se para a escolha do e-portefólio, mas após a seleção de alguns artigos sobre os mapas conceituais, a opção sobre este recurso foi unânime.

 

A constituição do grupo era a mesma do anterior, pelo que já conhecíamos as características de cada um (formas de trabalho, disponibilidade, estilo de escrita, formas de organização da informação, competências digitais, …). Tal como no tema 2 iniciámos esta nova etapa pela elaboração de um documento teórico partilhado, no word, que deu origem a um primeiro mapa conceitual manual e partilhado com o grupo. Seguiu-se a pesquisa da ferramenta que melhor se adaptaria ao que pretendíamos fazer e às nossas competências no domínio da mesma, quer no genially. Este trabalho assíncrono e colaborativo, resultou, no entanto. A ferramenta escolhida foi o Coogle, a qual também permitia a edição e visualização partilhada por todos os elementos do grupo. Seguiu-se a realização de vários mapas conceituais que espelhassem a informação vertida no documento de texto. A etapa seguinte, prendeu-se com a escolha do software/plataforma para apresentação de do trabalho realizado. Assim, elaboramos slides com a informação pretendida e respetivos mapas, os quais foram posteriormente transpostos para o formato de apresentação – Doodly. Com o “deadline” a aproximar-se tivemos alguns obstáculos, mas lá conseguimos concluir este desafio, no entanto sentimos necessidade de clarificar os colegas e as professoras de que:

- tendo em conta a tarefa, fizemos um grande esforço no sentido de não alongar a apresentação, nem incluir demasiado texto, o que não foi fácil;

- o conceito de Mapa Conceitual surge em diferentes documentos com grafias diferentes; optámos pela grafia do autor do caso prático;

- o vídeo pode ser visualizado com ou sem narração;

- pelo facto de a voz ser sintetizada, o que se reflete na leitura de algumas palavras.

 

Este desafio foi mais exigente, mas mais gratificante, talvez pelo facto do exemplo escolhido ser muito prático e exemplificar de forma detalhada e pormenorizada a utilização dos mapas conceituais no estudo em concreto.

 

Como professora de Educação Especial tento oferecer múltiplas representações da informação aos alunos, constatando que, nas diferentes disciplinas, temos que estruturar a realização das tarefas em pequenas etapas, para facilitar a compreensão, sendo que se no fim e/ou durante de cada uma delas fizermos um pequeno registo dos aspetos essências, não em formato texto, mas antes em formato tópicos/esquema/lista. Estes registos revelam-se uma mais-valia para a continuação da tarefa, para o estudo autónomo, mas também para a realização de outras tarefas. Foi, por isso, enriquecedor alargar o conhecimento sobre as potencialidades e formas de utilização dos mapas conceituais, como referem Moreira e Buchweitz (1993, apud Moreira s/d) em diversas situações e com diferentes finalidades, nomeadamente enquanto:

-        instrumentos de análise do currículo;

-        técnica didática;

-        recurso de aprendizagem;

-        meio de avaliação.

 

A apresentação digital, apesar de um pouco extensa, apresenta a estruturação das ideias que o grupo considerou pertinente realçar, podendo o conteúdo também ser consultado em formato texto.

 




A apresentação poderá ser consultada nestes dois links: AQUI e AQUI TAMBÉM


O documento-base AQUI.

 

A partilha dos trabalhos pelos grupos e respetivos comentários, desta vez permitiram a aquisição de novos conhecimentos e contacto com outras duas experiências: o uso de portefólio no processo de RVCC e no primeiro ciclo. Foi interessante contactar com a implementação deste instrumento enquanto recurso de avaliação nestes dois contextos, o que demonstra a versatilidade do mesmo.

Constatei também que há propósitos comuns entre os dois instrumentos: e-portefólio e mapas conceituais, nomeadamente:

- o facto de ambos necessariamente conduzirem à reflexão e a processos metacognitivos, para realizarem as aprendizagens e demonstrarem que foram efetivamente realizadas;

- o que implica a noção de que a aprendizagem não se constrói partindo de conhecimentos isolados e estanques, mas antes do relacionamento entre conhecimentos, num processo constante de construção e interação;

- o percurso de aprendizagem exige um papel ativo e central por parte do aluno, mas também deverá ser colaborativo e com o acompanhamento do docente, que ganha um movo papel (e muito exigente) de acompanhamento e eventual redirecionamento do percurso de aprendizagem;

- o (eventual) redirecionamento sugerido/indicado pelo professor do percurso de construção do conhecimento por parte do aluno, insere-se numa perspetiva da avaliação formativa, como uma ferramenta que fornece informação concreta e atual ao aluno sobre o seu desempenho e lhe permite também refletir sobre as suas necessidades e tornar mais claro o percurso a realizar (autorregulação);

- um aspeto muito importante é que ambos os instrumentos - portefólios e mapas conceituais - exigem um período de adaptação ao instrumento, de clarificação de aspetos estruturais e a nível de organização do conhecimento e de apropriação da forma de utilização dos mesmos.

Passando para o tema seguinte: 

Tema 4: Desenho da Avaliação Pedagógica em Elearning, o e-portefólio continua  neste link

  


Enviar um comentário

(0)

Postagem Anterior Próxima Postagem