Tema 1: Avaliação Pedagógica

 



        Tema 1: Avaliação Pedagógica - Atuais perspetivas

Competências a desenvolver:

      • Analisar a evolução do conceito de avaliação pedagógica;
      • Discutir a avaliação pedagógica como processo de assistência à aprendizagem.


    Orientações de Trabalho:

    1) Leitura e análise do texto disponibilizado;

    2) Produção de um infográfico que dê conta dos principais conceitos e linhas de discussão do texto;

    3) Apresentação no fórum da Atividade 1 do infográfico produzido; 

    4) Debate entre a turma das ideias apresentadas.


    Recursos:

    Pinto, J. (2016)"A avaliação em educação: Da linearidade dos usos à complexidade das práticas", in: L.Amante & I.Oliveira (coords) "Avaliação das Aprendizagens: Perspetivas , contextos e práticas. Lisboa: Le@D, Universidade Aberta (3-40). 




    Esta reflexão vai focar-se nos seguintes tópicos

    1 - Noção de Infográfico;

    2 - Linhas de força do recurso indicado;

    3 - Existência de um "delay" entre a teoria e a prática da avaliação nos atuais contextos pedagógicos. 




    1 - Noção de Infográfico;

           
         O que é um infográfico?         
         Infográfico como o próprio nome indica é um "gráfico de informações".         
         Deve ser objetivo, visualmente apelativo e de fácil leitura.

       Existem diferentes tipos de infográficos: Listas, Comparação, Geográficos, Informativos, Estatísticos, Informativos, Visualização de dados, Linha do tempo, Interativos, ...
        
         Infográficos na Educação

         Esta ferramenta foi inicialmente utilizada no jornalismo, no entanto no contexto educativo proporcionam o desenvolvimento da capacidade de organização da informação e de síntese, permitindo correlacionar conteúdos e desenvolver a criatividade.  
          
     Referências:
    Bottentuitt Junior, J. B., Lisboa, E. S., & Coutinho, C. P. (2012). O INFOGRÁFICO E AS SUAS POTENCIALIDADES EDUCACIONAIS. Quaestio - Revista De Estudos Em Educação, 13(2). Recuperado de http://periodicos.uniso.br/ojs/index.php/quaestio/article/view/695ade.



    2 - Linhas de força do recurso indicado

    O infográfico teve por base a leitura do artigo;

    Pinto, J. (2016)"A avaliação em educação: Da linearidade dos usos à complexidade das práticas", in: L. Amante & I. Oliveira (coords) "Avaliação das Aprendizagens: Perspetivas, contextos e práticas. Lisboa: Le@D, Universidade Aberta (3-40).

    Subordinou-se à evolução do conceito de avaliação e sobre a avaliação no campo pedagógico. 

    As diferentes conceções sobre a avaliação têm repercussões na forma como, em contexto escolar, se avalia e consequências para quem é avaliado. Certo é que a aprendizagem e a sua avaliação são indissociáveis, no entanto quando o aluno se sente envolvido, quando é parte de um processo, "produz, cria, discrimina, imagina, analisa, duvida, necessita contrastar, erra e corrige, elabora respostas, formula perguntas quando surgem as dúvidas, pede ajuda, busca em outras fontes, avalia. (...) Age de um modo consciente e responsável sobre a sua própria aprendizagem"(Méndez, 2002, 65). Não existe uma forma única de avaliar, nem se avalia sempre da mesma forma. A avaliação decorre de um conjunto vasto de conceções, contextos e momentos, porém com efeitos para o que / quem é avaliado.

    Linhas de Força do Artigo:
    - Evolução do conceito de avaliação
    • a 1ª geração assenta na avaliação como Medida
    • a 2ª geração assenta na avaliação como Descrição
    • a 3ª geração assenta na avaliação como  Juízo de Valor
    • a 4ª geração assenta na avaliação como  Negociação e Construção

    Há uma 5ª geração mais recente referida por Guerra, M et al. (2021) e Filho, Gilvan D., e Filho, Nicolino T. (2013) que perspetiva a avaliação como Processo Social. 

    - Avaliação no campo pedagógico

    O tipo de avaliação varia consoante o seu principal objetivo, assim: 
    • a avaliação sumativa centra-se no ensino
    • a avaliação formativa centra-se na formação
    • a avaliação formadora centra-se na aprendizagem 

    Bibliografia:
    • Pinto, J. (2016). A avaliação em educação: Da linearidade dos usos à complexidade das práticas.In Amante, L. & Oliveira, I. (org), Avaliação das Aprendizagens: perspetivas, contextos e práticas (3-41). Lisboa: UAb.  https://repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2/6114/1/ebookLEaD_3%20%282%29.pdf
    • Fernandes, D. (2008). Para uma teoria da avaliação no domínio das aprendizagens. Estudos em Avaliação Educacional, v. 19, n.º 41, pp. 347-372. http://hdl.handle.net/10451/5526
    • Méndez, J. M. A. (2002). Avaliar para Conhecer, Examinar para Excluir. Asa. http://www.andreaserpauff.com.br/arquivos/disciplinas/avaliacao/2017/Avaliar,%20para%20conhecer,%20examinar,%20para%20excluir.pdf
    • Guerra, M et al. (2021). Modalidades de avaliação educacional e aprendizagem; Diálogos necessários. Revista Humanidades e Inovação v.8, n.56.  https://revista.unitins.br/index.php/humanidadeseinovacao/article/view/4248
    • Filho, Gilvan D., e Filho, Nicolino T. (2013). As cinco gerações da avaliação educacional - características e práticas educativas. https://semanaacademica.org.br/system/files/artigos/trabalho04.pdf



    Artefacto Produzido



    O Infográfico pode ser consultado AQUI


    Este foi um bom ponto de partida para iniciar o estudo da avaliação pedagógica, pois permitiu sistematizar as principais conceções do que é avaliar e também perceber qual a mais proeminente no nosso contexto educativo. 



    3 - Existência de um "delay" entre a teoria e a prática da avaliação nos atuais contextos pedagógicos. 

    Seguidamente foi-nos colocada as seguintes questões pela Professora Lúcia Amante:
    - Será que a evolução das conceções teóricas sobre a avaliação está a ocorrer também ao nível dos contextos pedagógicos reais, ou existirá um "delay" entre a teoria e a prática? 
    - Qual a vossa perceção dos atuais contextos pedagógicos e da avaliação que neles tem lugar?

    A opinião generalizada aponta para a existência do referido "delay" entre a evolução das teorias sobre a avaliação e a aplicação das respetivas mudanças de paradigma no contexto educativo. Pinto (2016) refere a presença muito marcada nos dias de hoje da avaliação como medida, salientando que não obstante esta presença  podem existir outras práticas avaliativas, contudo estas não substituem totalmente as mais antigas, acabando por coexistir. 

    Como docente constato que, muitas vezes, ainda replicamos as formas como fomos avaliados enquanto alunos, muito por força da segurança que todos sentimos quando “fazemos como os outros” e como sempre vimos fazer. “Fazer diferente”, em muitas escolas, exige, por parte de quem tem essa iniciativa, uma grande capacidade de argumentação, grande segurança no que está a implementar e resiliência. A título de exemplo, recordo vários relatos dos professores que implementam o modelo pedagógico da escola moderna, os quais apontam dificuldades em que todos os pares e estruturas pedagógicas do agrupamento aceitem que a recolha de informação para a avaliação dos alunos não passa pela realização obrigatória de testes iguais para todas as turmas daquele ano de escolaridade e preferencialmente na mesma semana. A este propósito, Fernandes (2021a, p. 4) considera que “A sensação que parece ser comum é a de que ainda se sabe pouco acerca dos processos que interferem na classificação dos alunos. Na verdade, em geral, os elementos que os professores mobilizam para dar notas não são bem conhecidos, nem têm sido objeto de discussão sistemática. Consequentemente, não é possível conhecer com precisão ou rigor o significado de uma dada nota”.
    A colega Catarina fez um retrato muito real de algumas escolas e da visão de muitos professores, sendo que destacaria os seguintes aspetos: 
    - critérios de avaliação centrados nos instrumentos mais do que no contexto pedagógico;
    - maior preocupação com o resultado do que com o processo;
    - cenários de reprodução do que é apreendido;
    - obrigatoriedade de  justificação dos resultados do processo de avaliação quando estes não correspondem às metas estabelecidas de cima para baixo;
    - prevalência do conceito de avaliação como certificação de todos, sem delinear formatos que permitam que esse sucesso exista verdadeiramente; 
    - criação de  instrumentos de avaliação diferenciados ao invés de pensar em práticas avaliativas diferenciadas; 
    - discurso sobre avaliação centrado no professor, concebendo o aluno como o alvo de uma intervenção e não o centro do processo;
    - valorização dos resultados em detrimento dos processos; 
    - perceção dos alunos,  encarregados de educação e até muitos professores de que outros instrumentos de avaliação são menos "sérios" ou menos exigentes.
    Não obstante estes "velhos hábitos" que perduram, existem já nas escolas muitos professores que implementam práticas avaliativas que não se circunscrevem à função de medida, no entanto a cultura do teste de avaliação de conhecimentos está ainda muito enraizada. A autoavaliação é ainda quase exclusivamente realizada no final do período ou semestre escolar e não ao longo de todo o percurso de aprendizagem. 

    Está em curso a implementação do Projeto MAIA em diversos agrupamentos de escolas por todo o país, o que demonstra que existe consciência e preocupação como este "delay" entre a teoria e a prática. Cabe-nos a nós mestrandos desta UC e a todos os docentes envolvidos no projeto MAIA disseminar estes "novos" olhares e "novas" formas e práticas de avalição pedagógica. Não esquecendo nunca que: 
    "A avaliação é, por natureza, um processo subjetivo, porque depende do juízo profissional que os docentes formulam acerca da qualidade das aprendizagens dos alunos a partir da informação que recolheram. Mas o facto de a avaliação ser subjetiva não impede que nos permita obter resultados credíveis, plausíveis, úteis, justos e rigorosos. Neste sentido, não precisamos de mais avaliação! Precisamos de melhor avaliação! Uma avaliação com critérios previamente definidos, mais transparente, mais fortemente articulada com o ensino e com as aprendizagens, mais participada e mais reflexiva" (Fernandes, 2021b, p.6).


    Referências Bibliográficas

    • Fernandes, D. (2021a) Aprender Melhor com Políticas de Classificação Mais Transparentes e Consistentes. Monitorização, Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica (Projeto MAIA). ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa| Centro de Investigação e Estudos de Sociologia (CIES). DOI:10.13140/RG.2.2.19802.67526      
    • Fernandes, D. (2021b). Para uma fundamentação e melhoria das práticas de avaliação pedagógica no âmbito do Projeto MAIA. Texto de Apoio à formação - Projeto de Monitorização, Acompanhamento e Investigação em Avaliação Pedagógica (MAIA). Ministério da Educação/Direção-Geral da Educação. https://afc.dge.mec.pt/sites/default/files/2021-04/TextoApoio1_Para%20uma%20Fundamentac%CC%A7a%CC%83o%20e%20Melhoria%20das%20Pra%CC%81ticas%20de%20Avaliac%CC%A7a%CC%83o%20Pedago%CC%81gica.pdf                                        
    • Pinto, J. (2016). A avaliação em educação: Da linearidade dos usos à complexidade das práticas. In Amante, L. & Oliveira, I. (org), Avaliação das Aprendizagens: perspetivas, contextos e práticas (3-41). Lisboa: UAb.  https://repositorioaberto.uab.pt/bitstream/10400.2/6114/1/ebookLEaD_3%20%282%29.pdf



    O Tema 2 desta UC aborda a Avaliação Pedagógica Digital em Contextos de Elearning, tendo este e-portefólio continuidade através deste link. 

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